Diogo Kammers

Dado aberto · Banco Central · ODbL 1.0

Golpe no Pix está aumentando? O que a série do Banco Central mostra

A série oficial de fraude no Pix, mês a mês, direto do Banco Central, e o que ela sugere para quem atende cliente que usa Pix todo dia.

· Fonte: Banco Central do Brasil, API Olinda/OData (Pix_DadosAbertos), função EstatisticasFraudesPix.

A resposta

Os dois lados sobem ao mesmo tempo, e por isso a pergunta não tem uma resposta só. O volume de Pix contestado pelo pagador subiu 120% entre janeiro de 2025 e abril de 2026, segundo a série oficial do Banco Central. No mesmo período, o percentual de devolução melhorou 4,1 pontos percentuais (de 12,2% para 16,2%): o mecanismo de devolução está recuperando mais dinheiro da vítima do que recuperava antes, mesmo com mais gente contestando.

A série completa, mês a mês

16 meses, 2025-01 a 2026-04, direto da API do Banco Central. Nenhum número desta tabela foi digitado à mão: todos vêm da mesma consulta que gerou o download no fim da página.

MêsPix contestadosContestações aceitas% devolução
2025-011.343.370369.82812,2%
2025-021.101.790352.6295,0%
2025-031.237.573347.1565,1%
2025-041.393.658372.50111,2%
2025-051.361.178308.96411,2%
2025-061.258.833293.7258,0%
2025-071.328.141325.9599,9%
2025-081.233.715285.35412,1%
2025-091.243.173298.7128,4%
2025-103.455.817367.8489,2%
2025-113.505.013288.5816,8%
2025-123.771.675322.5389,6%
2026-013.181.214279.04515,4%
2026-022.813.740281.59213,3%
2026-032.925.129308.79913,2%
2026-042.960.245283.02116,2%

Quem é mais vítima, segundo pesquisa de mercado (não a série oficial)

A série do Banco Central acima não tem corte por idade nem por canal: os números abaixo vêm de pesquisa de mercado (Observatório Febraban, pesquisa IPESPE) e de cobertura de imprensa, uma fonte diferente da série oficial, nunca fundida com ela nesta página.

  • Pessoas acima de 50 anos concentram cerca de 53% das vítimas de golpe financeiro digital no Brasil, mas o golpe atinge todas as faixas etárias: 27% das vítimas têm entre 16 e 29 anos.
  • O golpe via WhatsApp responde por 34% dos golpes e fraudes mais comuns relatados por brasileiros, atrás só de clonagem/troca de cartão (45%).
  • Entre julho de 2024 e junho de 2025, cerca de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes envolvendo Pix ou boleto, com prejuízo estimado em quase R$ 29 bilhões.

Fontes: Observatório Febraban/pesquisa IPESPE; Senado Notícias, com base em dado do Banco Central divulgado por assessoria de imprensa (não pela API de dados abertos usada na série desta página).

O que isso significa para sua empresa: atendimento, marketing e vendas

Se sua empresa recebe ou processa Pix (comércio eletrônico, marketplace, fintech, operadora de maquininha), o crescimento de 120% em Pix contestados entre janeiro de 2025 e abril de 2026 tem um efeito direto e mensurável: mais cliente ligando ou abrindo chamado para reportar golpe, mais chargeback e MED para o time de atendimento processar, e mais oportunidade de o cliente confundir sua empresa com o golpe (mensagem falsa se passando pela marca).

Recomendações reais, do portal antifraudes da Febraban (antifraudes.febraban.org.br), para instruir o cliente e reduzir o volume de golpe que chega até o seu atendimento:

  • Deixar explícito, em todo canal oficial, que a empresa nunca liga pedindo para o cliente "testar" um Pix, reverter uma operação ou confirmar dado bancário por telefone.
  • Orientar o cliente a confirmar qualquer transferência recebida direto no extrato do banco, nunca por print de tela enviado por terceiro.
  • Alertar contra a promessa de "bug que dobra o valor do Pix": é o golpe mais reportado pela Febraban, e vítimas costumam procurar a empresa depois, achando que o problema foi no produto.
  • Ter um roteiro de atendimento específico para cliente vítima de golpe, separado do roteiro de reclamação comum: a urgência emocional é diferente, e o cliente frequentemente busca a empresa errada primeiro.

Nenhuma dessas quatro é uma prática inventada para esta página: são recomendações publicadas pela Febraban, aplicadas ao contexto de atendimento ao cliente que o crescimento da série acima sugere ficar mais relevante, não menos.

Perguntas frequentes

Golpe no Pix está aumentando? O que a série do Banco Central mostra

Os dois lados sobem ao mesmo tempo, e por isso a pergunta não tem uma resposta só. O volume de Pix contestado pelo pagador subiu 120% entre janeiro de 2025 e abril de 2026, segundo a série oficial do Banco Central. No mesmo período, o percentual de devolução melhorou 4,1 pontos percentuais (de 12,2% para 16,2%): o mecanismo de devolução está recuperando mais dinheiro da vítima do que recuperava antes, mesmo com mais gente contestando.

Quantas contestações de fraude o Banco Central confirmou no total da série?

5.086.252 contestações foram aceitas pela instituição recebedora (fraude confirmada, não só alegada) entre 2025-01 e 2026-04: uma fração do total contestado, porque nem toda contestação vira fraude reconhecida.

Qual foi o mês com mais Pix contestados na série?

dezembro de 2025, com 3.771.675 Pix contestados via MED, o pico da série 2025-01 a 2026-04.

Quanto dinheiro a vítima não recupera, mesmo com o MED?

R$ 3.005.009.850 ficaram como "residual não devolvido" na soma dos 16 meses da série: o valor que passou pelo Mecanismo Especial de Devolução e não voltou para quem foi vítima, por saldo insuficiente, conta encerrada ou outros motivos.

Quem é mais vítima de golpe no Pix, por idade?

Não é a série oficial do Banco Central que responde isso: ela não tem corte por idade. A resposta vem de pesquisa de mercado (Observatório Febraban/IPESPE e cobertura do Senado Federal com dado de assessoria do Bacen): pessoas acima de 50 anos concentram cerca de 53% das vítimas de golpe financeiro digital, mas o golpe atinge todas as faixas etárias: 27% das vítimas têm entre 16 e 29 anos.

Por que esta página não tem uma versão por cidade ou por perfil de cliente?

Porque essa fonte não existe com rigor: a única série oficial de fraude no Pix (Bacen) não publica corte geográfico nem demográfico. Uma versão por cidade cruzaria dado oficial nacional com pesquisa de mercado de origem diferente, inventando uma precisão que nenhuma das duas fontes sustenta sozinha.

Pode usar estes dados

A série do Banco Central é publicada sob Open Data Commons Open Database License (ODbL) 1.0. Pode republicar qualquer número desta página; o texto de citação abaixo já vem pronto. Os números de pesquisa de mercado (Febraban/IPESPE, Senado) pertencem às fontes originais citadas na seção acima: cite-as diretamente, não a DNACX, para esses números específicos.

Para citar esta página

ODbL 1.0
DNACX. Golpe no Pix está aumentando? O que a série do Banco Central mostra. setembro de 2026. Disponível em: https://dnacx.online/radar-fraude-pix. Dados do Banco Central do Brasil (API Olinda/OData, Pix_DadosAbertos), licença ODbL 1.0.

Parágrafo pronto para republicar

ODbL 1.0
Os dois lados sobem ao mesmo tempo, e por isso a pergunta não tem uma resposta só. O volume de Pix contestado pelo pagador subiu 120% entre janeiro de 2025 e abril de 2026, segundo a série oficial do Banco Central. No mesmo período, o percentual de devolução melhorou 4,1 pontos percentuais (de 12,2% para 16,2%): o mecanismo de devolução está recuperando mais dinheiro da vítima do que recuperava antes, mesmo com mais gente contestando.

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ODbL 1.0
<blockquote>
  <p>Os dois lados sobem ao mesmo tempo, e por isso a pergunta não tem uma resposta só. O volume de Pix contestado pelo pagador subiu 120% entre janeiro de 2025 e abril de 2026, segundo a série oficial do Banco Central. No mesmo período, o percentual de devolução melhorou 4,1 pontos percentuais (de 12,2% para 16,2%): o mecanismo de devolução está recuperando mais dinheiro da vítima do que recuperava antes, mesmo com mais gente contestando.</p>
  <footer>Fonte: <a href="https://dnacx.online/radar-fraude-pix">DNACX, Golpe no Pix está aumentando? O que a série do Banco Central mostra</a>, sobre dado do Banco Central. ODbL 1.0.</footer>
</blockquote>

dnacx-radar-fraude-pix.csv · dnacx-radar-fraude-pix.json

Como a conta foi feita

Todos os números da série vêm direto da função EstatisticasFraudesPix da API Olinda/OData do Banco Central, sem nenhuma edição manual. É uma série NACIONAL: o Bacen não publica esse dado com corte por cidade, idade ou canal, por isso esta página não tem versão por cidade, diferente da família Reclamação por Cliente, cuja fonte (Consumidor.gov) permite esse corte.