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Diogo Kammers

Calculadora gratuita

Calculadora de reclamação por cliente

Calculadora gratuita do índice de reclamação por cliente: quantas reclamações sua empresa recebe a cada 100, 1.000 ou 100 mil clientes, e como mudou em um ano.

A tela abre com um exemplo. Troque pelos seus números para ver o seu índice.

Estes números saem do exemplo acima, e não de nenhuma base da DNACX. Troque os campos pelos seus para ver o índice da sua empresa.

7,5últimos 12 meses, por 1.000 clientes
5,512 meses anteriores, por 1.000 clientes
+2,0variação, ou +36%

Equivale a 750,0 reclamações por 100 mil clientes. A mediana das 35 distribuidoras é 74,1.

A conversão em pontos de satisfação não se aplica ao seu setor.

A régua foi medida em distribuidoras de energia. Nenhum outro setor brasileiro publica nota de satisfação apurada por pesquisa junto com o registro de reclamações, então não existe número aferido para converter. Acompanhe seu índice e sua nota de satisfação lado a lado, nos mesmos períodos. Depois de seis a oito medições você tem uma régua própria, calibrada no seu setor.

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750,0 reclamações por 100 mil clientes.

Esse movimento no seu índice é ruído ou tendência?

Um período isolado não separa os dois. Duas ou três medições com a mesma definição de reclamação separam, e é isso que transforma o número em decisão.

Falar sobre este resultado

Definição

O índice de reclamação por cliente mede quantas reclamações uma empresa recebe em relação ao tamanho da base que ela atende, e não em números absolutos. É o que permite comparar uma empresa de 800 clientes com outra de um milhão, e comparar a própria empresa com ela mesma depois de crescer: dobrar de tamanho costuma dobrar as reclamações sem que nada tenha piorado, e o total sozinho não distingue as duas coisas. A base de divisão muda com o porte, por 100, por 1.000 ou por 100 mil clientes, porque dividir por 100 mil só produz número legível para quem tem centenas de milhares de clientes.

Fórmula

Índice = (Reclamações no período ÷ Clientes no mesmo período) × Base
Base = 100 para até 1.000 clientes, 1.000 para até 100 mil, e 100.000 acima disso
Variação (%) = ((Índice atual − Índice anterior) ÷ Índice anterior) × 100

Como calcular

Some as reclamações de doze meses fechados, e não do mês passado, porque volume de reclamação sobe e desce com época do ano, reajuste e campanha. Decida antes o que entra na contagem: para acompanhar a própria evolução, conte todos os canais; para se comparar com dados públicos de reguladores, conte apenas o que chegou a canal externo, como Consumidor.gov, Procon ou site de reclamação, porque é isso que aquelas bases contam. Divida pelo número de clientes do mesmo período e multiplique pela base que couber no seu tamanho. Repita a conta para os doze meses anteriores e compare: o número isolado diz pouco, e a variação diz muito.

Exemplos práticos

  • Empresa pequena

    Reclamações em 12 meses
    6
    Clientes
    800
    Base usada
    por 100 clientes
    Resultado
    0,75 reclamações por 100 clientes
  • Empresa média

    Reclamações em 12 meses
    90
    Clientes
    12.000
    Base usada
    por 1.000 clientes
    Resultado
    7,5 reclamações por 1.000 clientes
  • Empresa grande

    Reclamações em 12 meses
    900
    Clientes
    1.000.000
    Base usada
    por 100 mil clientes
    Resultado
    90 reclamações por 100 mil clientes

Erros comuns

  • Comparar totais em vez de índices. Uma empresa que cresce 40% e vê a reclamação crescer 40% não piorou, e o total sozinho diz que sim.
  • Misturar as duas formas de contar. Somar os canais internos e comparar com um ranking de regulador cria uma comparação injusta com você mesmo, porque aquele ranking conta só quem chegou ao canal externo.
  • Usar o mês passado em vez de doze meses fechados. Reajuste, campanha e sazonalidade movem o número sem que nada tenha mudado no atendimento.
  • Ler variação pequena em base pequena. Com 800 clientes, uma única reclamação mexe o índice em 0,125 por 100, então uma diferença de 17% pode ser um cliente só.
  • Aplicar a conversão em pontos de satisfação fora de energia. A régua de 0,057 ponto por reclamação por 100 mil foi medida em distribuidoras de energia, entre 28,3 e 274,0, e fora disso é chute com casa decimal.

FAQ

Por que dividir por cliente em vez de olhar o total de reclamações?
Porque o total mede tamanho antes de medir qualidade. Uma empresa com um milhão de clientes recebe mais reclamações que uma com dez mil quase por definição. Dividir pela base é o que permite comparar empresas de portes diferentes, e comparar a sua empresa com ela mesma depois de crescer.
Qual base devo usar, por 100, por 1.000 ou por 100 mil clientes?
A que couber no seu tamanho: por 100 clientes até mil clientes, por 1.000 até cem mil, e por 100 mil acima disso. A escolha não muda a realidade da operação, só deixa o número legível. Um mesmo índice pode ser escrito de três formas: 0,75 por 100, 7,5 por 1.000 e 750 por 100 mil são exatamente a mesma coisa.
O que conta como reclamação nesta conta?
Depende do uso. Para acompanhar a sua própria evolução, conte tudo: central de atendimento, ouvidoria, e-mail, redes sociais e sites de reclamação. Para se comparar com dados públicos de reguladores, conte apenas o que chegou a canal externo, porque aquelas bases contam só isso e somar seus canais internos criaria uma comparação injusta.
Existe um índice de reclamação considerado bom?
Não existe referência que valha para todos os setores, e desconfie de quem publicar uma. O que existe é referência setorial medida: nas 35 distribuidoras de energia do Brasil o índice vai de 28,3 a 274,0 por 100 mil clientes, com mediana de 74,1. Para o seu setor, a referência que vale é o seu próprio histórico.
Dá para traduzir o índice em queda de satisfação?
Só em energia elétrica, e dentro da faixa medida. A DNACX apurou que cada 10 reclamações a mais por 100 mil clientes correspondem a 0,57 ponto a menos na nota que a ANEEL apura, com correlação de -0,446 em 35 distribuidoras. A mesma conta foi refeita em telefonia celular, com a pesquisa de satisfação que a Anatel publica por operadora, e deu 0,051 ponto: praticamente o mesmo número, em outro setor. Para os demais setores não existe pesquisa de satisfação por empresa em dado público, então ali não há número aferido para converter. A nota de satisfação das distribuidoras é o IASC da ANEEL, publicado em dados abertos sob a licença ODbL 1.0, e a DNACX cita a ANEEL como fonte.

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Como fazer essa conta na sua empresa

O resumo acima dá a fórmula. Abaixo vai o passo a passo, com a decisão que costuma dar errado logo no começo, a base certa para cada porte e três contas resolvidas com números redondos.

Passo 1. Decida o que conta como reclamação

Existem dois jeitos de contar, e cada um serve para uma coisa. Escolher o errado é o erro mais comum deste método.

  • Para acompanhar a sua própria evolução: conte tudo. Central de atendimento, ouvidoria, e-mail, redes sociais e sites de reclamação. É o número mais completo, e só faz sentido comparado com o seu próprio histórico.
  • Para se comparar com dado público de regulador: conte só o que chegou a canal externo. Aquelas bases contam apenas isso, e somar os seus canais internos criaria uma comparação injusta com você mesmo.

Nos dois casos, use doze meses fechados. Volume de reclamação sobe e desce com época do ano, reajuste e campanha.

Passo 2. Escolha a base que caiba no seu tamanho

Dividir por 100 mil só produz número legível para quem tem centenas de milhares de clientes. Para as outras, o resultado vira um número enorme e sem significado.

PorteClientesBase a usar
Pequenaaté 1.000por 100
Média1.000 a 100 milpor 1.000
Grandeacima de 100 milpor 100 mil

A base não muda a realidade da operação, só deixa o número legível. O mesmo índice pode ser escrito de três formas: 0,75 por 100, 7,5 por 1.000 e 750 por 100 mil são a mesma coisa.

Passo 3. Faça a divisão

Reclamações divididas por clientes, multiplicado pela base escolhida.

Pequena. 6 reclamações em doze meses, 800 clientes.

6 ÷ 800 = 0,0075
0,0075 × 100 = 0,75 reclamação por 100 clientes

Média. 90 reclamações em doze meses, 12.000 clientes.

90 ÷ 12.000 = 0,0075
0,0075 × 1.000 = 7,5 reclamações por 1.000 clientes

Grande. 900 reclamações em doze meses, 1 milhão de clientes.

900 ÷ 1.000.000 = 0,0009
0,0009 × 100.000 = 90 reclamações por 100 mil clientes

Passo 4. Compare com o período anterior

O número isolado diz pouco. A variação diz muito. Mantendo a mesma base em cada caso:

PorteAnteriorAtualVariaçãoEm %
Pequena, por 100 clientes0,500,75+0,25+50%
Média, por 1.000 clientes5,57,5+2,0+36%
Grande, por 100 mil clientes7890+12+15%

A coluna em porcentagem é a que se lê primeiro, porque ela já está livre do tamanho da empresa. É o número que serve para decidir, e a conta para chegar nele é a mesma nos três portes.

Um cuidado para base pequena

Com 800 clientes, uma única reclamação mexe o índice em 0,125 por 100. Seis no ano viram 0,75 e sete virariam 0,88: uma diferença de 17% causada por uma pessoa. Quem tem base pequena deve olhar o número absoluto junto do índice, e usar janelas de dois anos.

Passo 5. Quando dá para traduzir em pontos de satisfação

Só em energia elétrica, e dentro da faixa de 28,3 a 274,0 reclamações por 100 mil clientes, que é onde a relação foi medida: 0,57 ponto a cada 10 reclamações por 100 mil.

Nenhum outro setor brasileiro publica satisfação apurada por pesquisa junto com reclamação registrada, então fora dali não existe número aferido para converter. A calculadora recusa em vez de devolver um número sem lastro.

Se você quiser a sua própria régua

Meça as duas coisas nos mesmos períodos, seu índice de reclamação e sua nota de satisfação, sempre com a mesma definição de reclamação. Junte seis a oito medições, porque abaixo disso qualquer relação que apareça pode ser coincidência. Depois compare a variação de uma com a variação da outra.

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